terça-feira, outubro 27, 2009

Un[dress]

No olhar parecia um menino amedrontado e excitado, ao mesmo tempo. Ela ficou orgulhosa do resultado do caminho que tinham vindo a percorrer. Amou-o mais, ainda, e mesmo que em silêncio ele devolveu-lhe esse mesmo amor.
Nesse dia olhou-o e emocionou-se olhando-o completamente despido, no seu colo. Já não tinha medo, entregava-se completamente.

Ali estalava ele, sem medo de falar das suas emoções, sem tentar controlar o que sentia. Ali estava. Sem cápsulas milagrosas, sem capas, sem máscaras, com as feridas a descoberto. Ele, despido. Completamente despido, como talvez nem sozinho alguma vez tivera a ousadia de se olhar, antes.
E, agora, teve. Com ela.
E quando se apercebeu, sorriu.




[Não há coisa mais enternecedora e arrebatadora do que um inesperado sorriso tímido do homem que amamos. Há coisas que superam as palavras...]

6 comentários:

diana disse...

E ele sorriu.

Que lindo.

Rafeiro Perfumado disse...

Sem cápsulas milagrosas?!? Isso soa-me a experiências farmacológicas!

nOgS disse...

Diana,
E como é lindo o sorriso, dele;)

Rafeiro,
Na... Tem que se ler nas entrelinhas. Isto não é um amor fabricado:P

BeijOs!

Oliver Pickwick disse...

Sob certas circunstâncias, as palavras são meras coadjuvantes.
Um beijo!

Å®t Øf £övë disse...

Nogs,
O verdadeiro amor apenas surge quando se tem a capacidade de partilhar toda a nossa intimidade.
Beijinhos.

Rafeiro Perfumado disse...

Continuo a achar que há por aí mão da indústria, se não a farmacêutica a de mobiliário. ;)